DJ MAM
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DJ MAM

Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil

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RIO - O diálogo entre a tradição brasileira e os ritmos das pistas proposto por DJ MAM - som que será apresentado no fim da tarde na festa de réveillon da Praia de Copacabana, e que estará em seu primeiro disco autoral - nasceu num quintal da Penha. Ali, o moleque Marco Aurélio Marinho ouvia os batuques do terreiro de Dona Eunice, vizinho à sua casa, e a trilha sonora dos encontros familiares:

- Era Beth, Martinho, Roberto Carlos, Julio Iglesias... Meu pai curtia Jackson 5, Diana Ross, Led Zeppelin. E tinha outras coisas, minha prima levava Olodum - lista o DJ.

Nascida na Penha, a música de MAM cresceu no Méier (para onde sua família se mudou quando ele tinha 7 anos) e fez escala na Região dos Lagos, Estados Unidos e Barra da Tijuca, antes de chegar à Zona Sul carioca - onde o DJ se estabeleceu com projetos como o Brazilian Lounge (com Rodrigo Sha e David Villefort) e a festa "Estudando o som" (com Marcelo Yuka). No bairro da Zona Norte, ele se aproximou do carnaval de rua e aprendeu a tocar tamborim. Mais tarde, passou a andar de skate e acompanhar o irmão surfista nas idas à praia - novas turmas, novas referências musicais. Como pano de fundo de sua infância e adolescência, a TV, "ligada 24 horas", também entrou na sua formação.

- Adorava trilhas de novela, brincava com os colegas, cantando, de fazer o que depois passou a ser chamado de mash-up. Misturava músicas, como (canta): "No escurinho do cinema/ Andar com fé eu vou".

Foi na infância do Méier que MAM compôs seu primeiro ("e único", nota, rindo) hit, "Eu tô com fome" - que foi resgatado e estará no CD que o DJ prepara, produzido por ele em parceria com Marcelinho Da Lua e Alexandre Moreira.

- É a viagem de um garoto que vai ao (cinema) Imperator para assistir a "O retorno de Jedi". Lá dentro, começa a comer o cinema (ele canta a letra surreal na qual uma discussão em torno da pronúncia da palavra "Jedi" descamba para o menino engolindo a tela). Virou o maior hit na minha rua - lembra. - Passávamos um perrengue de grana na época, e acho que foi uma forma que eu, moleque, encontrei para falar disso.

No Méier, ele começou também a produzir suas primeiras festas, que depois ganharam Arraial do Cabo e a Barra. Entrou para as Forças Armadas, onde conta que aprendeu uma lição que usa até hoje na discotecagem: não perder o passo ("O bumbo é sempre no pé esquerdo"). Quando percebeu que ser militar não era para ele - mais tarde, faria faculdade de Publicidade e Engenharia de Produção -, juntou o dinheiro das festas, fez as malas e partiu para os Estados Unidos.

- Toquei em go-go bar, restaurantes brasileiros, engraxei, faxinei e juntei grana para comprar meu equipamento e CDs.

Trilhando o caminho das rádios (teve programas na Cidade, na Globo e na MPB) e da produção de shows, MAM conheceu muitos artistas com quem viria a trabalhar depois - como Carlos Malta, Nicolas Krassik, Marcos Suzano, Danilo Caymmi, Elza Soares e Alceu Valença. Foi nesse período que tomou contato com a estética lounge do Café del Mar e do Buddah Bar.

- Suas coletâneas usavam música étnica, às vezes brasileira, com muitos clichês. Percebi que poderia fazer algo mais verdadeiro. Além disso, observava a pista que começava a rolar aqui no Rio, com DJ Janot e Da Lua, e vi que meu som estava muito vendido para a gringa. Pô, eu nasci na Penha, fui criado no Méier.

MAM mergulhou então na tradição da música brasileira, que passou a ser o mote de sua banda Brazilian Lounge. Trabalhou em remixes com artistas como Rita Ribeiro e Alceu Valença (a "Anunciação" para a qual o pernambucano gravou novas vozes e declamou um cordel será mostrada hoje na praia). Com Daniel Gonzaga, releu "O que é o que é?", de seu pai, Gonzaguinha - a gravação cita ainda o baião do avô Luiz Gonzaga.

- Vou tocar essa também na praia, assim como "Poção do amor", que fiz com compositores da Mangueira. Cris Delanno e a bateria da verde-e-rosa participam. O repertório do réveillon tem também um remix de "Rehab", num xote-dub que vira um galope-house, e um "I gotta feeling" tamborzão - conta ele, que estará no Palco Brasil, em frente ao Copacabana Palace.

O CD reunirá suas composições, como a citada "Poção do amor" e as afro-religiosas "Ogum Onirê" e "Obatalá", homenagem a Mãe Carmem do Gantois (filha de Mãe Menininha) e a Oxalá. Dos tambores do candomblé aos - O Globo


O DJ, que também é compositor, produtor musical e radialista, lidera um festival para apresentar seu novo CD, "Sotaque carregado", e reunir atrações variadas. Confira a programação:

Segunda-feira (17/12) - Espaço Sesc
DJ Mam recebe Rita Benneditto, BNegão, Laudir de Oliveira e Batalha do Passinho em Copacabana. O repertório mistura ritmos regionais que Mam já vinha testando em seu programa de rádio e em suas festas. Nos intervalos, tem pista com o DJ Dolores.

Terça-feira (18/12) - Espaço Sesc
Maga Bo e Quilombo do Futuro convidam Russo Passapusso e Robertinho Barreto (Baiana System). DJ Mam convida Abayomy Afrobeat Drum'n Bass e Oghene Kologbo, Carlos Dafé, Yomar Asoba (Terreiro do Gantois) e BossaCucaNova com Cris Delanno, Rodrigo Sha e Batalha do Passinho. Nos intervalos, tem pista com Donatinho.

Quarta-feira (19/12) - Espaço Sesc
DJ Mam recebe Zé Brown, Washington Felipe (A Cocada de Olinda), Bro Mcs (Etnia Guarani Kraiowá) e Batalha do Passinho. O rapper Renegado e banda convidam Gabriel Moura e Rapadura. Nos intervalos tem pista com Crespo Mc e Dj Johnny (Casa di Caboclo).

Sexta-feira (21/12) - Circo Voador
Hermeto Pascoal e Grupo convidam Carlos Malta. DJ Mam convida Baia e Daniel Gonzaga, Cris Delanno e Batalha do Passinho. Nos intervalos, tem festa Vinil é Arte, que convida Criolina (DJ Barata).

Sábado (22/12) - Chez Michou, em Búzios
Projeto CCOMA convida Marcos Suzano. DJ Mam convida Renata Rosa, Cris Delanno, Marco André e Trio Manari. Nos intervalos, tem pista com DJ Patrick Tor4 (Baile Tropical). - O Globo




O DJ que oficializou nas pick ups a mistura de beats eletrônicos e música brasileira. O disco tem a colaboração de Chico Neves, Plínio Profeta, David Villefort e Marcelinho da Lua

Após 30 anos de carreira, o DJ MAM lança seu primeiro álbum autoral, Sotaque Carregado (Brazilian Lounge Música), com repertório bastante variado - ijexá, funk carioca, carimbó, tecnobrega, baião, coco, xote e samba de roda misturando-se aos beats globais da disco. Coproduzido por Alex Moreira e o DJ MAM, o disco tem a colaboração de Chico Neves, Plínio Profeta, David Villefort e Marcelinho da Lua (com quem MAM dividiu o Prêmio Noite Rio 2012 de Melhor DJ de MPB/Regional). Além de lançar seu CD, o DJ comandou uma das maiores festas do País em 2012: o réveillon de Copacabana. A seguir, o DJ mais cobiçado do momento fala sobre seu trabalho.

Qual a sensação de lançar o primeiro CD autoral?

De realização. De vitória. De existir. De ser ouvido. De dividir uma intimidade.

Como o disco foi concebido?

Ele retrata um grande passeio que fiz pelo Brasil e pela minha história. Cruzou com histórias de brasileiros, que recriei. Misturei seus sotaques com os do mundo. São narrativas reais de um adulto mescladas às fantasias de um menino e seus ancestrais.

Qual música do disco é a sua preferida? Por quê?

Tenho carinho por todas as composições, mas Eu tô com fome (Os moleques são de mola) foi a que mais me realizou, pois a sua primeira letra foi composta há trinta anos e foi a primeira música que meus amigos de infância e família cantaram... As referências estéticas são todas baseadas em minha infância e adolescência na periferia. Essa viagem no tempo me possibilitou me reaproximar de minhas raízes na Penha e no Méier, mas, principalmente, de minha família, de minha história. Gerou-me a gratidão, até mesmo às dificuldades que a vida me apresentou. Nela, você encontra um Marco Aurélio que tinha o apelido de Dentinho e imitava a bateria do bloco de rua Unidos da Tocantins com uma espécie de beatbox, ao emitir um som por entre os dentes. Por conta disso, a música foi toda feita no beat box. Eu era tão dentuço que, pela quarta vez, voltei a usar aparelho para fechar a arcada (risos). O meu defeito virou ideia fundamental para a música. Aprendi a reciclar as dificuldades. Nela você encontra os discos que eu e meu irmão começamos a escutar quando tivemos a noção de que podíamos gostar de música de adulto, sem ser a que nossos pais curtiam, que por sinal adorávamos, mas passamos a ouvir e a dançar o “Planet Rock”, hino precursor do Miami Bass, ritmo pai do nosso funk carioca, dentre outras músicas regadas a batidões, scratches, vocodres e guitarras. A ambiência da galera que introduz esse hit do Bambaataa está também em minha música, representado no sample que fiz lá no morro do Salgueiro quando, pela primeira vez, vi e me encantei com a Batalha do Passinho e seu apresentador, o Rafael Nike, criador do bordão “aperte o play”. Daí, escrevi “Os moleques são de Mola”, a segunda parte da letra, onde a molecada bate de frente com o Bicho Papão. Metaforizei os embates da vida enfrentados pelas crianças e jovens da periferia. Nike acabou gravando comigo. Na minha história, felizmente, a arte venceu a batalha da vida.

De onde vêm suas inspirações?

É uma combinação do registro de boas sensações vividas. São Sabores, amores, paisagens, enfim, prazeres descritos poeticamente, na íntegra, ou com sua realidade manipulada. A música também me auxilia a emanar as minhas mensagens, seja na criação de um orixá, protetor das águas do poluído Rio Carioca, como para metaforizar as vitórias às batalhas que a vida nos apresenta.

Como é o seu processo de composição?

Diverso. Posso começar sozinho, ou com algum parceiro violonista, por uma melodia, para a qual faço a letra, ou pela letra, que me sugere um ritmo e que me inspira a sua melodia. Quando a letra fala sobre a cultura, pesquiso para me embasar e poder brincar com as palavras, como em Iemanjá Carioca, mas quando é sobre minhas experiências ou algum assunto que domino, o processo flui bem mais rápido, quase que instantâneo, como foi o caso de Para Balançar a Nega, a qual fizemos, eu e Leo Tucherman, em cerca de 10 minutos. Gosto também de dialogar com samples, dando vida aos personagens sampleados dentro do tema. O cotidiano e o inesperado têm bastante vez em minhas criações. O cotidiano de minhas viagens - Jornal O Fluminense


Rio - Nos intervalos dos shows de Diogo Nogueira, Claudia Leitte e Sorriso Maroto, uma melodia ecoará como hino da festa de Réveillon na Praia de Copacabana: “Mais um ano se passou/ E eu plantei o meu amor/ Novo dia surgirá/ Roupa branca, brilho no ar”. É composição de Marco Aurélio Marinho, o DJ Mam, que ganhará as vozes de BNegão, Cris Delanno e Marcelinho da Lua.

‘Vamos Comemorar’ — assim a música foi batizada — tem ritmo tipicamente carioca: uma mistura de Funk, Samba e Bossa Nova. “Estamos turbinando o som no estúdio. Já ouço toda a galera na praia cantando. Vai ser o coro da virada!”, se anima DJ Mam, que já tem no currículo a música tema dos 80 anos do Cristo Redentor — escolhida entre 1.800 concorrentes — e uma canção que promove oficialmente a cidade, ‘Oba Rio’. Ambas foram compostas em parceria com Rodrigo Sha.

Nascido na Penha e criado no Méier, ele toca pela terceira vez no Réveillon de Copacabana. E foi lá onde se inspirou para escrever a letra. Para ele, ano novo também é sinônimo de superação. “Apesar de morarmos num paraíso, nós, brasileiros, temos uma vida muito batalhada, sempre suada. O Ano Novo é um momento de celebrar que a gente está vivo, com saúde e com possibilidades novas no amor e no trabalho. Temos que limpar o espírito para tudo de bom que vai vir”, afirma ele.

“E podem ficar seguros: o mundo não vai acabar. Ano que vem está chegando lindo para todos nós (risos)”, diverte-se Mam, que, além de dominar as carrapetas, também estudou teclado na Escola de Música Villa-Lobos. E ele sabe que muita água precisa rolar para o Rio chegar a ‘um novo tempo’. “Uma coisa que não está legal é o preço do aluguel. Precisamos melhorar isso. Sou superotimista. Somos uma grande metrópole com muitas oportunidades e estamos até tirando onda com lugares como Nova York e Londres. Mas está salgado para se morar no Rio.

Essa questão imobiliária me incomoda bastante. É preciso rever uma forma para proteger o carioca”, desabafa o músico.

SOTAQUE CARREGADO

E o DJ Mam está com a corda toda. Hoje, lança o CD ‘Sotaque Carregado’ no Espaço Sesc, em Copacabana, a partir das 20h — ingressos a R$ 20. A apresentação terá participação de Rita Beneditto, BNegão, Laudir de Oliveira e Batalha do Passinho. “Na capa do disco, estou como um índio no comando de uma caravela, que revisita a cultura brasileira. Mostro canções como ‘Cuscus de Canô’, em homenagem à mãe de Caetano e Bethânia”, exemplifica.

Com reportagem de Rodrigo Cabral - Jornal O Dia


The video presents short cuts from interviews in the most important radios and tv shows in Brazil. - Rede Globo - MPB FM - Globo News


Discography

Still working on that hot first release.

Photos

Bio

AFTER DJ’ING FOR A RECORD BREAKING AUDIENCE OF 2 MILLION STRONG DURING RIO’S WORLD FAMOUS NEW YEARS CELEBRATION, DJ MAM FOCUSES ON THE INTERNATIONAL RELEASE OF HIS SELF PRODUCED FIRST ALBUM ‘SOTAQUE CARREGADO’ (HEAVY ACCENT).

2012 proved to be an unforgettable and busy year for DJ MAM. In November he was awarded the ‘Prêmio Noite Rio’ (Rio Night Awards) as ‘Best Brazilian Music DJ of the Year’ in a tie with DJ Marcelinho Da Lua from Bossacucanova. MAM also founder, curator and producer of ‘Festival Sotaque Carregado’ (Heavy Accent Festival), that reunited 36 artists from 14 Brazilian states (and 5 nationalities!) in a 5 days live music experience that took place in December.

MAM’s relationship with the city of Rio de Janeiro is one of profound love and musical interaction. Along with multi-instrumentalist Rodrigo Sha, he composed ‘Oba Rio’, a new anthem for the city, selected as the official soundtrack of the celebration of the 80th anniversary of the statue of Christ The Redeemer at Corcovado mountain, Brazil’s most iconic landmark.

To close the year with a loud bang, DJ MAM was in charge of the decks at the main stage of Rio’s world famous New Year’s celebration (Reveillon), playing music for an audience of over 2.3 million people at Copacabana Beach – a record breaking attendance for the event.

SOTAQUE CARREGADO (HEAVY ACCENT) - FIRST SOLO ALBUM 2013 - INDICATED THE AWARD OF BRAZILIAN MUSIC IN ELECTRONIC CATEGORY

DJ MAM took his time, navigating through Brazilian seas, rivers and backroads, researching and recording a multitude of spoken and sonic accents from across the massive country. This voyage of discovery ignited the production of his first solo album ‘Sotaque Carregado’ (Heavy Accent) released in Brazil in December 2012. The project was very well received locally and has been getting international recognition, securing invitations for performances in London, Lisbon, Bologna and Cape Verde in April and May 2013. MAM will disembark in African and European lands with his own ‘Sound System Caravel’ to display Brazil’s rich musical and cultural diversity. “My wish is that our 'sound-ship' returns to the countries present in Brazil’s colonization time, and present them with our unique blend of musical anthropophagy” – says MAM.

To produce Sotaque Carregado, MAM crisscrossed Brazil by plane, car, bus, donkey and ferryboat, from Rio to Belém (Pará) via Ouro Preto (Minas Gerais), Salvador (Bahia) and Olinda (Pernambuco), visiting homes, tribes, bars, arenas and dancefloors, anywhere music was played. Throughout his journeys, MAM digitally collected an amazing cornucopia of sounds, rhythms and folk traditions. The project’s tracks run the gamut between Ijexá, Funk Carioca, Carimbó, Tecnobrega, Baião, Côco, Xote, Samba de Roda, Afrobeat, Disco, Reggae, Dancehall, Moombathon, Dubstep and Rock, creating a seamless mesh of original sonic permutations.

The project is rounded up by a stellar team of Rio’s top musicians such as singer Aleh (Garrafieira/Banda Black Rio), André Bala Bala (Rio Maracatu/ Maracutaia), Marcos Moletta (Forróçacana/Moraes Moreira), Valdi Afonjah (Kaosnavial/Jorge Mautner) and VJ Ratón in charge of the show’s imagery. This ultra-talented A-team reflect all the beauty and the pain emanating from Brazil’s Favelas, Sub-Urban areas, ‘Terreiros’ (Afro-Brazilian religious yards), and the unique popular/folkloric musical manifestations that make Brazil such a unique and rich musical source.
The project opens with ‘Ogun Oni Irê’, written in collaboration with Bahian spiritual percussionist Yomar Asoba, member of Salvador’s important religious center ‘Mãe Meninha do Gantois’. Featuring vocals by Rita Benedditto, congas by acclaimed percussionist Laudir Oliveira and horns by Rodrigo Sha, the song is a tribute to King of Irê, and denotes how central African culture is in MAM’s work, coming from from Michael Jackson’s pop, Manu Dibango’s Afrobeat and the grooves from Afro-Brazilian religious traditions.

Featured tracks include ‘Cuzcuz de Canô’, MAM’s homage to Dona Canô, mother of Brazilian legends Caetano Veloso and Maria Bethânia, which includes a vocal sample of her vocie. ‘Colorissom’, ‘Strip Cabocla’, ‘Sambarimbó’, ‘Côco de Itaparica’ and ‘Poção de Amor’ bring together the musicality of states such as Minas Gerais, Pará, Bahia, Pernambuco and Rio de Janeiro. Afro-Brazilian ancestral roots are present in ‘Pra Balançar a Nega’ (inspired by Gilberto Gil’s Xóte-Reggae esthetics) and ‘Eu Tô Com Fome’, MAM’s first original composition written over 30 years ago. Produced on a Funk Carioca beat, the song depicts the battle between art and fear - where Art always wins. MC Rafael Nike introduces the duel interpreted by MAM and BNegão, and shares Beatbox duties with producer Alex Moreira from Bossacucanova.

As a true Brazilian seaman, DJ MAM is a devotee of Iemanjá, the goddess of the sea. To defend Carioca's River against the polution, MAM created a new divine image in