Joao Leao
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Joao Leao

Toronto, Canada | Established. Jan 01, 2018 | INDIE

Toronto, Canada | INDIE
Established on Jan, 2018
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"João em primeiro plano"

O paulistano João Leão (35) se habituou a ocupar os palcos do cenário da música brasileira atrás dos teclados. Músico de apoio de alguns destaques da nova geração da MPB, como Céu, Lira (Cordel do Fogo Encantado/PE) e Saulo Duarte, o "Johnny Lion" agora lança seu primeiro álbum solo, "Bílis Negra", editado pelo selo YB Music (casa de parceiros dele, como o próprio Saulo).

João reúne seis faixas no álbum, que está disponível nas plataformas digitais desde o último dia 27 de abril. O trabalho sucede o EP "João Leão na casa de João Gilberto" (três faixas com releituras do medalhão da bossa nova). Em entrevista por telefone, o tecladista conta que, por pouco, lançava outro EP.

"Na verdade, eu pensava, no começo, em contar com menos músicas. Quatro dessas seis são o coração do disco: 'Canção do silêncio', 'Vermelho azulzim', 'O que resta' e outra que não entrou ("Requiem para a infância", feita pelo cearense Pedro Fonsêca, da banda Breculê)", situa João Leão.

Antes de gravar, ele ainda não tinha apresentado o repertório ao vivo. João enfatiza que a seleção surgiu de um processo individual de criação, enquanto o tecladista tocava sozinho em casa.

"Quando decidi gravar o disco, há dois anos, chamei o Dudu Tsuda, super pianista e tecladista daqui (de SP) para produzir. Ele que me convenceu a fazer (o disco). Ia ter sete faixas, só que uma música era versão do João Gilberto ("Un dio"). E não consegui a liberação dos direitos", aponta.

O título do álbum faz relação à atmosfera que envolve criar e tocar sozinho. João Leão observa que o fazer musical solitário, para ele, desperta melancolia e não deixa de ser uma válvula de escape distinta dos projetos mais dançantes com os quais se envolveu.

"Queria desaguar esse sentimento melancólico num álbum. Pesquisando, cheguei nessa teoria (aristotélica, da bílis que evoca o humor melancólico). Sempre gostei de alquimia, astrologia, esses temas", especifica.

Em relação à faixa "Vermelho Azulzim", do cearense Vitor Colares, João Leão conheceu a composição antes do registro de qualquer gravação. Amigos quando ambos moravam em São Paulo (Vitor hoje vive em Fortaleza), os parceiros produziram o primeiro álbum do cearense, "Saboteur" (2012). O tecladista, hoje, sempre divide o palco com músicos cearenses. Através do paraense Saulo Duarte, ele conheceu e passou a tocar com o compositor fortalezense Daniel Groove e bandas como Oto Gris e a instrumental Fóssil.

Canto

Acostumado ao papel de tecladista, João Leão recorda que cantar no projeto solo, agora, remete ao tempo em que ele começou profissionalmente música. Fazendo violão e voz em bares, ele passou a desenvolver a voz sob influência de João Gilberto, sua referência também no estudo do violão. "Sempre gostei muito de cantar, apesar do meu canto precisar dessa atmosfera delicada. Pra mim é um desafio", alinha.

A bossa nova, para o tecladista, surge de sua memória afetiva. Os pais já escutavam o gênero e João Leão começou a estudar música no Clam, uma escola de música, em São Paulo, fundada pelo Zimbo Trio (nome relevante para o cenário da bossa).

Tom

Ao lado de Tika (violão), Kika (sintetizadores) e do cearense Igor Caracas (bateria e percussão), João toca o projeto "Passarim 30" de reinterpretação da obra do maestro Tom Jobim (1927-1994). A formação básica é esse quarteto. O Meno Del Picchia (Otto, Gero Camilo) às vezes toca o baixo. O projeto, pra gente, seguiu no sentido de eu ter vontade de explorar a bossa nova na nossa cena musical (mais independente). Uma maneira da gente modernizar e reler a bossa", pontua o tecladista.

Bílis Negra

O disco começa com a climática "Canção do Silêncio". Em sintonia com o ânimo sugerido pelo título do álbum, a canção de abertura traz uma atmosfera melancólica marcante. E deixa uma falsa impressão de que o repertório seguirá por uma disposição minimalista (e típica de vários discos de pianistas).

Na sequência, "Noite Fria" rompe com essa expectativa e traz um ânimo mais vigoroso, dançante. A canção só "fecha o clima" através dos arranjos (com o baixo em primeiro plano, por exemplo).

"Unwritable" já cai dentro da influência bossanovista do tecladista. João Leão preparou uma bossa um pouco mais "suja" em relação à concepção habitual do gênero.

"O que resta" traz atmosfera climática, semelhante à faixa de abertura, mas surpreende pela beleza da melodia. A faixa combina um instrumental típico de trilhas cinematográficas a vozes com inspiração na MPB clássica.

"As cores do teu quarto" segue um rumo diferente (e uma carga mais romântica) em relação às demais faixas do repertório. A faixa pontua um dos trunfos de "Bílis Negra": João Leão consegue reunir seis faixas que soam independentes uma da outra, sem que a sequência perca a característica de um álbum.

Por fim, "Vermelho Azulzim", composição do cearense Vitor Colares, encerra a sequência. João Leão faz um arranjo experimental, belo e que só valoriza a ênfase melódica da canção original. Com um texto curto, a versão soa quase como uma faixa instrumental e oferece um desdobramento bem criativo, para o ouvinte que já conferiu outras versões da composição (como as do próprio Vitor e da cantora cearense Soledad Brandão).

Disco
Bílis Negra

João Leão
YB Music
2018, 6 faixas
Disponível nas plataformas digitais - Diário do Nordeste (Fortaleza, Brazil) - by Felipe Gurgel - May 2nd 2018


"João Leão no Centro Cultural São Paulo"

O músico e intérprete João Leão, que já tocou com Saulo Duarte, Céu, Bárbara Eugenia e Juliano Gauche, lança seu primeiro disco solo, Bílis Negra, nesta quinta-feira, às 21h, no Centro Cultural São Paulo em apresentação gratuita (mais informações aqui). O disco, como explicita seu título, é uma obra melancólica e delicada em que João passeia por canções de amigos, como Lirinha, Tika e o próprio Saulo, autor da faixa que ele escolheu para começar a divulgar o disco, “Canção do Silêncio”, cujo clipe ele lança em primeira mão no Trabalho Sujo. - Trabalho Sujo (blog by Alexandre Matias, São Paulo, Brazil) - May 3rd 2018


Discography

Bilis Negra (2018, YB Music, Brazil)
www.bilisnegramusic.com

Photos

Bio

From São Paulo's intense indie music scene, João Leão acts as keyboardist and producer for more than 10 years, having participated in over 30 albums of Brazilian independent artists. João also tours with Brazilian singer Céu, a major act with whom he had the opportunity to perform at several top rated music festivals (Montreal Jazz Festival, Rock in Rio, Le Nuits de Frouviere, Lollapalloza, etc). In 2018 he moves to Toronto seeking to expand the frontiers of his musical career, showcasing his solo album and interacting with the local indie scene.

João Leão's first solo album, Bilis Negra, was recorded and released in São Paulo, Brazil, in early 2018. The songs are built around João's soft voice and a mantra-like Rhodes electric piano, backed by carefully placed instruments and textures that transmit a vibe of introspection and melancholy. Laid-back funky bossa nova grooves and a touch of psychedelia doesn't let the album sound sleepy at all, and when performed live the show is enriched with original versions of old and  Brazilian music. The musical influences for this project range from Brazilian worldwide famous masters such as Tom Jobim, João Gilberto and Sergio Mendes, folk/indie sounds from Nick Drake and Devendra Banhart to contemporary music from Erik Satie and Phillip Glass. The songs were selected among João's collaborations with other Brazilian artists.

Band Members