Marku Ribas
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Os Rolling Stones completam 50 anos de carreira assim como Marku Ribas, cantor, compositor, percursionista brasileiro que entrou para a discografia oficial da banda inglesa. Em papo descontraído com a Brasileiros, Marku rememora encontros com trupe de Jagger e Richards e anuncia o lançamento de uma caixa com DVD e dois albuns inéditos. - Marcelo Pinheiro - Revista Brasileiros


Após mais de três horas passadas em seu apartamento em São Paulo, período no qual tive a oportunidade de fazer uma entrevista e também de conferir momentos importantes e raros de sua obra em DVD, fiz uma última pergunta ao cantor, compositor, músico e ator Marku Ribas: o que é música, para você? A resposta veio de bate pronto, com uma única palavra: “vida!” E viver é algo que esse artista mineiro sabe fazer como poucos. Nascido em 19 de maio de 1947 na cidade de Pirapora (MG), próximo às barrancas do rio São Francisco, ele se desdobrou em uma carreira das mais prolíficas. Em termos musicais, gravou o primeiro disco ainda em 1967, e desde então, tornou-se referência e influência para artistas do naipe de Ed Motta, João Bosco, Tunai e inúmeros outros. Suas composições foram gravadas por Alcione, Paula Lima, João Donato, Elza Soares, Jair Rodrigues e inúmeros outros. Morou em Paris e no Caribe, e tem sempre grande público em seus shows pelo Brasil e exterior. No cinema, estreou em 1970 logo em um filme do influente cineasta francês Robert Bresson, Quatre Nuits D’um Reveur, e encarnou papéis como os de Luis Carlos Prestes e Carlos Lamarca. Recentemente, fez sucesso como crooner da banda que toca no filme Chega de Saudade, de Laís Bodanski, ao lado de Elza Soares. Ele acaba de lançar o DVD Toca Brasil, gravado ao vivo em São Paulo, e se desdobra para realizar diversos outros projetos. Em extensa e reveladora entrevista exclusiva a Conexão Vivo, Marku fala do DVD, da carreira, dos planos, projetos......
CONEXÃO VIVO- Para começar, fale um pouco sobre o DVD Toca Brasil, como esse trabalho foi concebido, e a importância dele em sua trajetória artística. O mesmo está saindo pela via independente, não é isso? O que te fez buscar esse caminho?

MARKU RIBAS- Quando percebi no tempo em que gravei na Phillips (hoje, Universal Music) que de 100% gerado pelo disco ficavam apenas 14% no país para gerenciar tudo que eles queriam fazer aqui, ganhavam um dinheirão, desperdiçavam até um certo ponto e o resto ia para as matrizes, vi que não poderia continuar nessa. O que ocorre? É preciso equacionar bem, como se faz na música, na arte, onde você escolhe acordes, divide os tempos, tira verso, põe verso. Teu companheiro dá palpites, troca um acorde e outro, até gravar. É uma elaboração, como se faz uma correção de texto. E na parte financeira para uma produção de disco, cinema ou teatro, é a mesma coisa que se tem de levar em conta, para se fazer isso de forma mais justa. Com esse evento do Itaú, que tem na sua iniciativa social e artística fenomenalmente uma posição de cidadã, porque usa recursos do sistema financeiro que não são poucos, objetivando a evolução da arte, eles propiciam realizar um evento que vale dinheiro, porque quando você coloca cinco câmeras, uma grua com câmera elevada que capta imagens especiais, cenografia, pessoal do som muito competente, isso tudo engrandece o espetáculo. E num ambiente calmo, gentil, tranqüilo. Tinham até um adesivo fluorescente verde colocado no chão do palco para me guiar quando eu precisava entrar em cena no escuro para colocar um instrumento. O som saiu muito bom, dividimos muito as opiniões de timbre e volumes.


CONEXÃO VIVO- E como ocorreu a parte comercial do produto DVD, como ele está sendo comercializado, e como funcionam as porcentagens para cada um dos envolvidos?

MARKU RIBAS- Proporcionando toda essa infraestrutura, o banco quase te obriga a encontrar um selo para sair com o DVD, pois é a grande oportunidade de lançar músicas, no meu caso quase todas inéditas. Aí, me associei à Mais Brasil, de Belo Horizonte, são os companheiros da Cria Cultura, que tem uma estrutura muito boa e criaram a editora para edições musicais e o selo Mais Brasil para o lançamento de DVDs e CDs. E temos a distribuição feita pela Tratore. Estamos atualmente no Top 20 de vendagens de DVDs, na internet. Agora estamos entrando na fase de divulgar o produto nos programas de tevê, na mídia em geral. Tocam nele o maestro Tiquinho, no trombone, o Bruninho Buarque (que toca com a Céu e o grupo Barbatuques) na percussão e o gaúcho Xandelle na guitarra. O DVD é muito autêntico, cara-a-cara, assino tudo embaixo. As músicas traduzem tudo. Eu tive de assumir 50% para mim como autor, músico, minha personalidade, meu nome, sou autor das músicas, arranjador etc. Dei 20% para o Eduardo Bid, que é o produtor, e 30% para a Cria, para conseguir viabilizar o projeto.


CONEXÃO VIVO- Recentemente saiu uma coletânea intitulada Zamba Ben, com uma seleção de suas músicas. Como você a avalia? Encara como uma boa iniciação para quem não conhece a sua obra?

MARKU RIBAS- Essa compilação foi lançada pelo selo Dubas Música, que é do Ronaldo Bastos, um grande letrista que fez coisas com o Milton Nascimento, Beto Guedes. O Ed Motta, admirável músico e meu amigo, bolou essa coletânea, escolheu as músicas, fizeram a remasterização, pagaram os direitos às editoras direitinho, valorizaram na nossa negociação. Ed é humilde, - Site Conexão Vivo


Depois de passar pelo Palácio das Artes e Parque Municipal, com atrações como Gaby Amarantos e Criolo, o Conexão Vivo 2012 chega à Praça do Papa, neste sábado e domingo, para a apresentação de mais 15 artistas. Um dos shows, dos baianos do Ilê Aiyê, vai levar ao palco como convidados os mineiros Marku Ribas, Sérgio Pererê e Maurício Tizumba. A apresentação será a última de amanhã, no evento que começa às 15h.

Também neste sábado, vão passar pelo palco a baiana Juliana Ribeiro, o argentino Javier Maldonado e, daqui de BH, o som instrumental dos garotos do Dibigode e do veterano Juarez Moreira. Natural de Guanhães, Juarez acaba de voltar de Nova York, onde se apresentou no Lincoln Center, e continua com a agenda lotada. Já foram diversos shows na semana passada e, em junho, vai lançar o DVD que gravou em março, no Palácio das Artes. Ainda assim fez questão de aceitar o convite para retornar ao palco do Conexão.

Um dos motivos que Juarez Moreira diz atraí-lo no festival é a diversidade. “Esse caráter já é inerente ao projeto, desde o começo, misturando instrumental com canto, pop e rock. Acho isso bom, pelo fato de as pessoas terem oportunidade de ver outras coisas. As pessoas têm acesso a outros gêneros e não os segmentados de um festival de rock, por exemplo”, diz.

Juarez avisa que seu show será o mesmo que vem apresentando ao lado do baterista Neném e do baixista Kiko Mitre. “Já é a base do meu trabalho e um dos shows que mais faço atualmente. Tocamos juntos há tantos anos que nem precisamos mais falar. Basta olhar um para o outro que já acontece tudo”, conta.

No domingo, o palco será ocupado no mesmo horário, mas desta vez só por forasteiros. Entre eles a carioca Manu Santos, dona de bela voz e repertório de MPB; e os pernambucanos do Volver. Da Bahia vem a Orkestra Rumpilezz e, completando a programação, chegando lá do Pará, as Metaleiras da Amazônia, com Dona Onete, Juca Culatra e Pio Lobato. - Thais Pacheco - Jornal Estado de Minas


Muita gente, quando quer diferenciar e elogiar à MPB de qualidade cita, como um dos seus atributos, a perfeição do senso rítmico que, originado da raiz africana, inoculou-se no samba e se revelou com muita ênfase no uso percussivo seja do instrumento ou da voz. Imediatamente podemos pensar em violonistas e compositores como Baden Powell e João Bosco, um do passado e um contemporâneo e da divisão sincopada executada à perfeirção por gente como Jackson do Pandeiro, Miltinho e Djavan intérpretes-mestres da canção brasileira com swing original.

Mas quase ninguém fala de Marku Ribas que passou um bom tempo atuando na fora do Brasil mas que, na minha opinião, é a síntese perfeita entre ritmo, melodia, improvisação e percussividade. Isso tudo sem apelar para malabarismos vocais ou técnicos mas emprestando uma força expressiva, de clara origem africana, no seu jeito de conduzir tanto o canto quanto a melodia.

Marku, que muitos consideram superior ao venerado Jorge Benjor, é um caleidoscópio de cores e texturas musicais que merece ser ouvido com atenção. Um prazer audiófiolo ouvir seus scats e seu violão rascante em performances que não passam despercebidas nem por aqueles nem tão chegados a uma música tão vivaz e de apelo pop. - http://www.htforum.com/


Discography

Batuki (1970)
Barrankeiro (1977)
Cavalo das alegrias (1979)
Mente e coração (1980)
4Loas (2010)

Photos

Bio

Marco Antonio Ribas, a.k.a Marku Ribas, is a great musician from Minas Gerais, Brazil. Singer and songwriter, he’s also actor and instrumentalist beside being the only Brazilian to recording with the Rolling Stones (taped the video for the song "Just another night ", with Mick Jagger and he recorded the track" Back to Zero" with the Rolling Stones)! A true architect of Brazilian music, say new generation about him.
Marku lived in Caribbean, Island of Martinique and Island of Saint Lucia, where he meets Bob Marley, singer of The Wailers, on this time. Marku also opened for James Brown in Barbados (1974), for the bassist Ron Carter on the island of Martinique (1971) and was the only Brazilian to play during celebrations of the Independence of Namibia (Africa ) in 1990.
The Brazilian artist recorded your first album in 1966, with Flamingo Group. In 1977, he records “Barrankeiro”. With Erasmo Carlos, Marku recorded "Beira D'Água" (LP Cavalo das alegrias, 1979). The album "Mente e Coração" (1980) has participations of João Donato, Ed Maciel and Hélcio Vilella. In 2012, Marku Ribas complete 50 years in scene and prepares surprises for the celebrations.