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Music

Press


Três em um
Real Coletivo Dub, Mundo Livre S/A e Black Alien na CapitalNada melhor para uma banda do que estar em boa companhia em noite de lançamento. Ainda mais quando se tem amigos que mudaram a cara da música pop brasileira nos anos 1990 e mantém o nível de relevância e qualidade nas produções recentes. Trata-se do show do primeiro disco da banda curitibana Real Coletivo Dub, na Capital, que terá como convidados Mundo Livre S/A e Black Alien.

Será uma profusão de ritmos, desde o maracatu/samba/punk rock ao hip hop, passando pelo chamado Samba Ombrófilo Misto (S.O.M), estilo musical batizado pela banda de Curitiba, inspirado nas araucárias, árvores típicas do Paraná.

Real Coletivo Dub é formada por sete músicos de influências variadas: Álvaro Larsen (letras e vocais), Rodrigo Ribeiro (letras e vocais), André Spinardi (violão e vocais), Cassiano (baixo), Felipe Boquinha (bateria), Rogê du Cerrado (percussão) e Thiagão Senden (percussão). O resultado é a fusão de ritmos brasileiros com forte influência do dub, ritmo jamaicano que inspirou o ragga e o reggae. A sonoridade inusitada é acompanhada de rimas de protesto, reflexões políticas e místicas.

A estréia oficial da Real nos palcos, em 2006, foi acompanhada de Black Alien e B Negão, ex-integrantes da banda Planet Hemp. A ocasião marcou o lançamento da trilha sonora do documentário Sobreviver, que tem músicas da Nação Zumbi, Dazaranha, Ponto de Equilíbrio, Cordel do Fogo Encantado, entre outros. O disco homônimo, Real Coletivo Dub, foi gravado no ano passado sob a produção de Xandão Menezes, do grupo O Rappa. O show de lançamento em Florianópolis terá a companhia de artistas que inspiraram a sonoridade da banda curitibana.

Liderado por Fred Zero Quatro, Mundo Livre S/A ganhou notoriedade nos anos 1990 ao participar do movimento Mangue Beat, em Recife, ao lado da Nação Zumbi e Chico Science. O disco de estréia dos pernambucanos, Samba Esquema Noise, de 1994, bebeu de fontes como Jorge Ben Jor e Johnny Rotten, vocalista da banda de punk rock britânico Sex Pistols.

O mais recente álbum do Mundo Livre, Bebadogroove (2005) rendeu à banda convites para participar do Tim Festival no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ainda naquele ano, Mundo Livre S/A recebeu a Ordem do Mérito Cultural das mãos do presidente Lula e do ministro da Cultura Gilberto Gil.

Black Alien é um dos mais festejados rappers da atualidade. Fez fama com suas rimas no primeiro disco do Planet Hemp, Usuário, antes mesmo de sua entrada oficial na banda, o que só aconteceria um ano depois. Colaborou com Raimundos, Carlos Lyra, Paralamas do Sucesso, Sabotage, Banda Black Rio e Fernanda Abreu. O primeiro disco solo, de 2004, foi Babylon by Gus Volume 1 - O Ano do Macaco.



Serviço
Quando: hoje
Horário: 22h
Onde: John Bull Pub (Av. das Rendeiras, 1046, Lagoa da Conceição)
Quanto: R$ 20 (1º lote), à venda no local e na loja Hot Music do Shopping Beiramar
Informações: (48) 3232-8535
- Diário Catarinense


Independência S.A.
Rodrigo Lariú

Idealismo, paixão e teimosia movimentam as engrenagens da prolífica indústria dos festivais independentes brasileiros

Ao criarem os festivais Juntatribo (em 1993, em Campinas), Abril Pro Rock (Recife), BHRIF (Belo Horizonte) e o Humaitá Pra Peixe (Rio de Janeiro), os três em 1994, seus produtores tinham um objetivo principal bem definido: ajudar as bandas de que gostavam. Hoje, já chegam às dezenas os festivais independentes acontecendo durante todo o ano, do Pará ao Rio Grande do Sul. A explosão recente desta espécie de evento motivou a fundação da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e o contínuo nascimento de novos projetos. Só em 2006, três novos festivais aconteceram, alguns com verba inicial de R$ 70 mil já na primeira edição.

Um conceito é básico para entender toda a movimentação em torno dos festivais independentes: sem eles, grande parte dos artistas de hoje (independentes ou não) como Nação Zumbi, Los Hermanos, Autoramas e Detonautas, teriam sua carreira profissional dificultada ou atrasada. No começo dos anos 90, várias bandas utilizavam caminhos alternativos para divulgar seus trabalhos e chegar a uma gravadora. Esse caminho havia sido criado por bandas underground do fim da década de 80, como Pin Ups, Killing Chainsaw e Second Come. Elas cantavam em inglês, não eram unanimidade na imprensa e dependiam de seus próprios meios para existir. Faziam shows em locais pequenos, vendiam suas próprias fitas demo e usavam os fanzines como principal meio de divulgação. Este era considerado um “desvio” do esquema do rock brasileiro de então, quando estúdios caros, empresários e muita grana eram o único caminho para se criar uma carreira. Nomes como Raimundos, Pato Fu, Little Quail & The Mad Birds, Chico Science & Nação Zumbi, Concreteness, Planet Hemp, brincando de deus e dezenas de outros pegaram esse “desvio”.

Em 1994, com a estabilização econômica do Plano Real, bandas, gravadoras independentes e fanzines aperfeiçoaram o modelo underground de fins dos anos 80, unindo a ideologia do it yourself e contatos país afora. Mais eficiente do que fazer tudo sozinho era unir várias bandas, vários fanzines, várias gravadoras independentes em um único evento: nascia o festival independente.

Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos não se falava de outra coisa que não fosse o Lolapalooza, festival itinerante criado por Perry Farrell (Porno for Pyros e Jane’s Addiction), que reunia a nata do mercado independente norte-americano e era o sonho de consumo de amantes de música mundo afora. A impressão que se tinha daqui, pleno período pré-internet, era de que tudo de relevante acontecia durante o Lolapalooza.

No Brasil, o histórico de eventos desse tipo era praticamente nulo. Os festivais da época passavam longe de ser independentes: Rock in Rio e Hollywood Rock eram eventos de marca, atrelados ao mainstream e muito distantes da realidade do nascente mundo independente. É histórica a campanha dos fãs para incluir o Sepultura, no auge do sucesso do disco Arise, no Hollywood Rock de 1993. E isso porque a banda já nem fazia mais parte do cenário independente na época.

Pensando em eventos que reunissem as bandas emergentes, as primeiras edições do Abril Pro Rock, Juntatribo, Humaitá Pra Peixe e BHRIF apresentaram nomes que poucos na época tinham ouvido falar: Tube Screamers, Raimundos, Muzzarellas, Paulinho Moska, Corações e Mentes, Coma, Funk Fuckers, Low Dream, mundo livre s/a., Inhumanoids, Waterball, Mickey Junkies, Skijktl, Serpent Rise; e internacionais, como Fugazi e Swamp Terrorists. A intenção era clara: em vez de reunir dezenas de milhares de assinaturas e implorar para que uma banda entrasse num festival de grande porte, produzia-se um show para as novas bandas tocarem.

A estabilização da economia ajudou o nascimento da cena, mas também impulsionou o mercado musical brasileiro dos “grandes”. As gravadoras majors criaram fenômenos de venda como Mamonas Assassinas, a axé music, o pagode e o sertanejo. Turbinada por discos que vendiam centenas de milhares de cópias, por um mercado fonográfico que era o sétimo maior do mundo e por muito dinheiro, instaurou-se uma espécie de “monocultura musical” no país. A saída, mais uma vez, eram os festivais independentes.

Fugindo do período do primeiro trimestre, “quando nada acontecia na cidade, a não ser o axé”, o produtor Paulo André montou o Abril Pro Rock no quarto mês de 1993, e assim vem sendo há 14 edições.
- Rodrigo Lariú


Discography

CD1 - MUNDO LIVRE S/A - Samba Esquema Noise - 1994 - Banguela Records
Producer: Charles Gavin and Carlos Eduardo Miranda / Special Guests: Charles Gavin, Naná Vasconcelos, Paulo Niklos, Nando Reis, Chico Amaral, Gilmar Bola 8, Toca, Gira, Canhoto, Dengue, James Müller, Malu Mader and Gastão Moreira
1. Manguebit (Fred 04) /// 2. A Bola do Jogo (Fred 04) /// 3. Livre Iniciativa
(Fred 04 & Tony Montenegro) /// 4. Salada de Aratu (Fred 04 & Mundo Livre S/A) /// 5. Uma Mulher com W... Maiúsculo (Fred 04 & Mundo Livre S/A) /// 6. Homero, o Junke (Fred 04, Fábio Montenegro & Tony Montenegro) /// 7. Terra Escura (Fred 04) /// 8. Rios (Smart Drugs), Pontes & Overdrives (Fred 04) /// 9. Musa da Ilha Grande (Fred 04) /// 10. Cidade Estuário (Fred 04) /// 11. O Rapaz do B... Preto (Fred 04 e Mundo Livre S/A) /// 12. Sob o Calçamento (Se Espumar é Gente) (Fred 04) /// 13. Samba Esquema Noise (Fred 04)
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CD2 - MUNDO LIVRE S/A - Guentando a Ôia - 1996 - Excelente Discos
Producer: Carlos Eduardo Miranda / Special Guest: Chico Science
1. Free World (Fred 04 & Mundo Livre S/A) /// 2. Destruindo a Camada de Ozônio (Fábio Malandragem, Fred 04, Tony Regalia) /// 3. Computadores fazem Arte (Fred 04) /// 4. Desafiando Roma (Bactéria Maresia, Tony Regalia & Fred 04) /// 5. A Música que os Loucos Ouve - Chupando Balas (Bactéria Maresia, Tony Regalia & Fred 04) /// 6. Tentando Entender as Mulheres (Fábio Malandragem, Tony Regalia & Fred 04) /// 7. Girando em Torno do Sol (Fred 04) /// 8. Seu Suor é o Melhor de Você (Bactéria Maresia, Tony Regalia & Fred 04) /// 9. Militando na Contra-Informação (Fábio Malandragem, Tony Regalia & Fred 04) /// 10. Leonor (Fred 04) /// 11. Roendo os Restos de Ronald Reagan (Fred 04 & Mundo Livre S/A) /// 12. Pastilhas Coloridas (Fábio Malandragem, Tony Regalia & Fred 04) /// 13. Guentando a Ôia (Mundo Livre S/A)
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CD3 - MUNDO LIVRE S/A - Carnaval no Obra - 1998 - Excelente Discos/ Abril Music
Producer: Eduardo Bid, Carlos Eduardo Miranda, Edu K & Apollo 9 / Special Guests: Coral dos Pés Inchados, Anónimo (Café Tacuba), Guga Stroeter, Alessandra Grani, Antônio Pinto, Buguinha, Jorge du Peixe, Hugo Hori, Bocato, Tiquinho, Valmir Gil, Nahor, Los Sea Dux (Rodrigo Brandão, Rick Fernandes, Avenal, Frederico feitas & Sapão)
1. Alice Williams (Fred 04 & Xef Tony) /// 2. Édipo, O Homem Que Virou Veículo (Fred 04) /// 3. Bolo de Ameixa (Xico Sá & Mundo Livre S/A) /// 4. A Expressão Exata (Fred 04 & Mundo Livre S/A) /// 5. Carnaval de Obra (Fred 04, Mundo Livre S/A & Edu K) /// 6. Que Tem Bit Tem Tudo (Fred 04, Bactéria, Anónimo & Mundo Livre S/A) /// 7. Meu Quinto Elemento (Fred 04) /// 8. Quarta Parede (Fred 04) /// 9. Ultrapassado (Fred 04) /// 10. O Africano e o Ariano (Fred 04, Apollo 9 & Mundo Livre S/A) /// 11. Negócio do Brasil (Fred 04) /// 12. Maroca (Fred 04) /// 13. Novos Eldorados (Fred 04 & Mundo Livre S/A) /// 14. Compromisso de Morte (Fred 04 & Mundo Livre S/A) _______________________________________
CD4 - MUNDO LIVRE S/A - Por Pouco - 2000 - Abril Music
Producer: Eduardo Bid & Mário Caldado Jr. / Special Guests: Simone Soul, Siba, 'O'Rocha, James Müller, Otto, Tom Zé, Comadre Florzinha, Maurício Alves, Sérgio Cassiano, Hélder Vasconcelos, Mazinho Lima & Jorge dü Peixe
1. O Mistério do Samba (Marcelo Pianinho e Fred 04) /// 2. Concorra a um Carro (Xef Tony, Goró e Fred 04) /// 3. Por Pouco (Marcelo Pianinho, Goró e Fred 04) /// 4. Mexe Mexe (Jorge Ben Jr) /// 5. Melo das Musas (Musa da Ilha Grande) (Fred 04) /// Uma Mulher com W Maiúsculo (Fred 04, Goró, Tony, Otto e Bactéria) /// 6. Treme-Treme - Shakin' All Over (Johnny Kid e Fred 04) /// 7. Meu Esquema (Fred 04) /// 8. Super Homem Plus (Fred 04) /// Sample: Morengueira contra 007 (Miguel Gustavo) /// 9. Ligação Direta (Xef Tony, Bactéria, Goróe Fred 04) /// 10. Lourinha Americana (Mestre Laurentino) /// 11. 6:30 am, Um Abraço! (Tom Zé) /// 12. Batedores - Resistindo ao Arrastão Global (Marcelo Pianinho, Xef Tony, Goró, Bactéria e Fred 04) /// 13. Minha Galera (Manu Chão) /// 14. Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
- O Outro Mundo de Manuela Rosário
Mundo Livre’s 5th album was released in 2002 on Candeeiro Records and distributed by Trama in Brazil.
Manuela Rosario is a fictitious character, a Mexican film-maker dreamed up by Fred Zeroquatro. After a chance encounter in the Central Square of Guadalajara they fall passionately in love and embark on a road-trip together all the way to Recife. Sharing utopian dreams and support for the Zapatistas, the album tells the story of their love, hopes and journey. Seemingly gentle samba ballads are shot through with the politics of the dispossessed. What appears to be a lullaby is a wake-up call, and indeed a call to arms.
The song Outro Mundo of Xicão Xucuru was inspired by the tragic death of Chief Xicão - leader of the Xucuru, an indigenous community in Pernambuco - murdered at the

Photos

Bio

MUNDO LIVRE S/A are the a major musical force in Brazil and the leading proponents of the Mangue Beat (Mangroove Beat) movement. Inspired by The Clash, The Sex Pistols, hip hop and Brazilian pop icons [name two] they created a totally new sound: traditional Brazilian rhythms meet a hip-hop and punk influence. Wildly cosmpolitan and deeply local, Mundo Livre combine maracatu with rock, romance with radical politics. The typically Brazilian cavaquinho [samba’s trademark 4 string guitar] takes centre stage backed up by the surso (traditional bass drum) and the pandeiro, with loud guitars, digital samples and psychedelic keyboards. Fred Zeroquatro is the charismatic vocalist, utopian dreamer and social activist driving Mundo Livre’s life-affirming shows. Mundo Livre’s musical journey began in the 80's in Jaboatão, a neighbourhood situated in Recife (capital of the state of Pernambuco, North-East Brazil).
Back then "all the parties and clubs only had folkoric music, forro and maracatu"…"I would go to the airport and buy English magazines like The Face and N.M.E., and read about punk and new wave bands. But there was no place to rehearse, and nobody had money to buy instruments" says Fred Zeroquatro.
At the beginning things weren’t easy – their instruments were stolen in 1987 and the line-up changed in 1989. Initially a mix of punk rock with insertions of Bahian guitar, post-robbery, they introduced maracatu, samba, Jorge Ben Jor influences and experimented to create a totally new sound. Mundo Livre’s music is about the collision between images of the poverty and swamp-backlands culture of the northeast and cyber-consciousness; a music that would mesh regional rhythms with hip hop, and punk influences. In the early 90s, someone came up with the term "mangue bit" (mangue meaning the ubiquitous mangrove swamp, and bit meaning computer bit). The local press, hungry for something local to champion, bowdlerized it into mangue beat.
But it was more than just a beat, it became an aesthetic movement, with the name representing the evolution of the world out of the mangue. As Fred explained to the New York Times in 1991 "It's not one sound, it’s a utopian attitude" . The idea of developing a broader dynamic culture in Recife and in the country created the Mangue Beat Movement, a diverse collective of artists, musicians and writers in which Mundo Livre SA played a fundamental part. Fred 04, wrote the movement manifesto, [see last page], a guide to self-preservation for Pernambuco's people and their culture. It had followers called mangue boys and girls, and the mangue manifesto proclaimed its affinity to comics, interactive TV, anti-psychiatry, street music, John Coltrane, chance, non-virtual sex, ethnic conflicts and drugs. Mundo Livre’s vision was shared by DJ Dolores [then a graphic artist], Otto, social critic Renato L and Nacao Zumbi whose leader Chico Science [who tragically died in 1997] became a national icon of cultural rebellion.
The Mangue Beat movement was considered by the critics to be one of the most important musical and cultural movements since Caetano Veloso and Gilberto Gil's Tropicalismo.
The impact of their conception was huge, they altered the face of Brazilian music, and in a sense its geography, bringing marginal Recife centre stage. National and international media woke up to the new cultural sea-change in Brazil.
As the mangue beat movement grew Mundo Livre began to establish themselves as a cult success, touring Brazil and in 1994 releasing their first album Samba Esquema Noise [a reference to Jorge Ben Jor’s 1963 album "Samba Esquema Novo"] to critical acclaim. In 96, their follow-up, Guentando a Ôia consolidated their musical manifesto and the band was invited to perform at festivals in France [MIDEM, Fête de la Musique], Belgium [Sfinks], Italy, [Festate], Mexico and United States [Lincoln Center Festival, Celebrate Brooklyn, CBGB]. In 97, after the death of Chico Science, Fred Zeroquatro wrote How much Valley a Life [original portuguese title?]. At this point Otto, then percussionist of Mundo Livre S/A, left the band to launch his solo career and Marcelo Pianinho joined up.
Their 1998 album Carnival no Obra coincided with their award for Best Live Band and their fourth album Por Pouco was launched in 2000. In a typically subversive ploy, Mundo Livre contracted a group of actors to replace them in videos and photo-sessions, an anti-marketing subterfuge for anti-heroes ! By this time Mundo Livre were well-known throughout Brazil and had diverse supporters among the public and media, a following who shared their alienation with the methods and policies of central government and were actively seeking social and musical alternatives.

[update : touring between 2000-2005, including Manguefonica major cities shows, Abril Pro Rock etc.
Time to bring their fierce and true sounds to Europe +++