Rodrigo Zanc

Rodrigo Zanc

BandLatinFolk

With great charisma and a distinctive voice, Rodrigo has thrilled audiences wherever she goes with songs that explore the guitar sounds in a modern and singular way, and lyrics that pass by the urban daily subjects with agricultural influences, which have always been his reality.

Biography

The guitar player Rodrigo Zanc is from Araraquara, in the country side of the State of São Paulo, Brazil. Composer and interpreter with parents and grandparents born in a small farm, Rodrigo carries since a boy the influences of the country side life. When he was eight years old, his maternal grandfather, serenator, showed him a guitar for the first time. At the age of seventeen, he decided dedicate himself to the countrified guitar (Brasilian viola).
From now on there had been many influences…

Listening to interpretations of artists as Rolando Boldrin and Renato Teixeira really touched him. The countrified music with the vanguard guitar of Almir Sater, Paulo Freire, Robert Correia and others, touched his soul. Singing and playing, by the time, he developed his own style.
He professionally initiated his journey through the music in 1996. In 1999, He participated of the National Festival Band FM – Café Caboclo de Novos Talentos, conquering 2° place with a song of his authorship, starting to participate of many festivals and to act in the region studios.
In February of 2003, he participated of the program Caminhos da Roça, EPTV-GLOBO, presenting his compositions. Between 2003 and 2009, he made presentations in editions of the festival Viola de Todos os Cantos - EPTV, having disputed finals of 2005 in Poços de Caldas, MG and of 2007 in São Carlos, SP.

PENDENGA SPECTACLE

The musical spectacle called Pendenga, based on the homonym CD of the composer, guitar player and interpreter Rodrigo Zanc, places the Countrified Guitar as an instrument that evolves - and not only as representative of an era or specific niche - following the influences chronological order of the artist since the moment he knew the guitar.
The presentation interlaces Pendenga CD repertoire with songs of composers and famous interpreters of regional music, bringing in its bulge information of the past acting harmoniously in the present, serving as a messenger of two worlds, the agricultural and the urban one, lulling us with news of both sides.
The present days bring a common feeling to those who identify themselves with the guitar music: the heart bipartition. The country side man can already be in the second or third generation city dwellers, however, remains very uncomfortable in this big desert of steel and concrete, keeping the restrained desire of fondling the drizzle in moon nights in the sylvan retreats.
The spectacle has as proposal of contributing to revive values that make possible the recognition and the identification of the deep roots of the agricultural environment. Reaching the people who every day wake up with the clear impression that the country side represents the happiness, while the city, the stress.
Being agricultural and being urban. Taking a walk calmly on the dividing line of this misfortune…

PENDENGA CD

Pendenga is an authorial and independent CD of regional guitar music. It is an authentic work that values and rescues all the feelings, influences and impressions of a generation that transited between the country side and the city, the agricultural and the urban one. A musical recipe that mixes all the missing things that the country side reminds us of, added to the urban present and used elements that represent these two universes.
First fruit of almost 13 years of influences and research on the guitar and its vast universe, the Pendenga CD is composed by 12 unknown songs and a multimedia track. A simple record, exempt of labels and eased with trends and styles. It was totally conceived, produced and recorded in the country side of São Paulo, and counts on the participation of the great composer Isaias Andrade and the friends Fernando Mori and Murilo Romano. Some of these songs have been shown in festivals since 1999, and from its launching, Pendenga CD has been divulged in presentations carried through many units of circuit SESC-SP (country side and capital), in one of the regional stages of the Circuito Cultural Banco do Brasil - CCBB, as well as in events and parties promoted by the Culture Secretariats of some cities of São Paulo country side.

Lyrics

É Sempre Assim

Written By: Isaias Andrade

Sempre quis voce caminhando do meu lado
Mas sempre vi a sombra do diabo apaixonado
Meu desejo e um funil de beber caricias
Mas essa vontade morre diante da malicia

Eu sempre tenho dito, uma palavra agita
E recebi em troca seu silencio de mentira
Sempre trago o rosto salpicado de suspiros
Para o seu desgosto diante do meu sorriso

E sempre assim que se da
Eu na luz, voce na treva
Eu numa praia de sol
E voce dentro da caverna
Eu na varanda cantando com o canario da terra
E voce la no porao vendo fotografia velha

Desfiz o que tinha feito
Reli o que tinha lido
Revi o que tinha visto procurando explicaçao
Só achei melancolia

Debaixo da sua pele e onde mora a agonia
No rabo do seu cabelo, a vingança que atavia
No fogo da sua lingua, queima minha alegria

E sempre assim que se da
Eu na luz, voce na treva.
Eu numa praia de sol
E voce dentro da caverna
Eu na varanda cantando com o canario da terra
E voce la no porao vendo fotografia velha

Veio Cemiterio

Written By: Rodrigo Zanc/Fernando Mori/Murilo Romano


Duas luas entre galhos secos;
Olhos bem arregalados veem;
A coruja olha cantando;
Tem cabelo arrepiando, tem.

Com medo nao quer ter o impulso de sonhar;
Pra tudo acabar, sem querer saber;

Quando a noite cai, num cavalo sai;
No escuro vai surgindo, Cemiterio esta sorrindo.
Medo no caminho, nuvens vao se abrindo;
O seu culto vai cumprindo, toda noite repetindo.

Cemiterio, o “veio ta” passando;
Molecada vai sumindo ao leu;
Calça velha, curta e assustada;
O nariz e a direçao do ceu.

Com medo nao quer ter o impulso de sonhar;
Pra tudo acabar, sem querer saber;

Quando a noite cai, num cavalo sai;
No escuro vai surgindo, Cemiterio esta sorrindo.
Medo no caminho, nuvens vao se abrindo;
O seu culto vai cumprindo, toda noite repetindo.

Viola Enfeitiçada

Written By: Rodrigo Zanc/Isaias Andrade


Encontrei uma viola, num paiol abandonada
Pendurada em um prego, esperando ser tocada.
Abracei-me com o pinho, misturei-me com cachaça;
Assoprei toda poeira e comecei uma toada.

A viola despertou, parecia que era viva,
A minh’alma ela tomou, estava cheia de magia

E, viola enfeitiçada,
Fez de mim um objeto,
Usou o meu sentimento pra fazer.... Mod’viola

Começou a minha sina, não termina um so momento;
A viola e quem me toca, sou eu o seu instrumento.
Os meus dedos ela usa, pra construir a cançao;
E retira o sentimento que tenho no coraçao.

Hoje sou esse poeta, que rima sem ter parada;
E molho a minha garganta na saliva da minha amada.

E, viola enfeitiçada,
Fez de mim um objeto,
Usou o meu sentimento pra fazer.... Mod’viola

Grande Ser

Written By: Rodrigo Zanc


Veras,
Que vale a pena Ter,
A certeza e a coragem pra um dia ser,
Grande o bastante pra nao querer,
Ser o que os outros querem..., menos voce.

Tudo so vai mudar;
Quando olharmos da lua pra ca;
Reparar no contexto e notar;
Que ridicula parte de um todo nos somos;
E o quao poderosos nos tornamos;
Pra servir o bem ou o mal.

Por isso amigo, eu lhe digo;
Tenha sempre dentro de si;
Que pensar duas vezes e sempre bom antes de falar;
Que e sua a escolha de como um dia vao contar;
A sua historia, a minha historia, a nossa historia.

Veras,
Que ainda esta por vir
A cobrança por tudo o que se quis
E!!E o que devemos temer
Ser o que os outros querem..., menos voce.

Tudo so vai mudar,
Quando olharmos da lua pra ca;
Reparar no contexto e notar;
Que ridicula parte de um todo nos somos;
E o quao poderosos nos tornamos;
Pra servir o bem ou o mal.

Por isso amigo, eu lhe digo;
Tenha sempre dentro de si;
Que pensar duas vezes e sempre bom antes de falar;
Que e sua a escolha de como um dia vao contar;
A sua historia, a minha historia, a nossa historia.

Roda

Written By: Rodrigo Zanc/Fernando Mori


Amanheceu na roda, o galo canta a moda;
Mais um dia pra tentar mudar;
Mais respeito, se quiser continuar.

A rua e sala e quarto, ninguem escolhe seu parto;
Quem vira a roda como moinho;
Um dia repartiu o pao e o vinho

Entardeceu na roda, o galo canta a moda;
Da rotina que sufoca;
A injustiça sobe a roda.

O mundo ser igual, ainda nao e natural;
Mesmo vendo Deus em cada semblante;
Nao se ajuda, o semelhante.

A lua sobe a roda, o galo canta a moda;
A oraçao conforta;
Tudo o que passou nao volta.

Pra que esperar, se eu posso seguir.
Por que e entao que eu vou chorar;
Se eu sei que devo e ainda posso sorrir.

A lua sobe a roda, o galo canta a moda;
A oraçao conforta;
Tudo o que passou nao volta.

Pra que esperar, se eu posso seguir.
Por que e entao que eu vou chorar;
Se eu sei que devo e ainda posso sorrir.

Lobo - Homem

Written By: Rodrigo Zanc/Isaias Andrade

Lobo-Homem

Alguém apague a lua cheia pôr favor é o que peço.
O luar me incomoda.
Entristece a minha prosa,
Por todo canto eu lamento.

A lua é dos namorados mas agora estou casado;
Casado com a tristeza.
Em um laço reforçado
Dei um nó que não desata,
Estou pego na cilada
De amar quem não me ama.

Tudo poderia ter acontecido, menos isso, menos isso...
Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô. ô, ô. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô.
Ô, ô, ô, ô, ô...

Ai, eu não posso olhar pro céu quando a noite se aproxima
Me escondo sob o chapéu,
Minha cabeça declina,
Os olhos seguem os pés.
Os pés seguem as esquinas,
Sei o que é ser lobo-homem.

Tenho olhos de homem e a boca de lobo.
Tenho duas pernas finas,
Mas tenho garras de lobo.
Meu cabelo é de homem,
E os pêlos que me envolvem,
Revelam a triste sina,
Do lobo que me domina.

E enquanto o homem envelhece, agarrado numa prece, o lobo fica mais novo...
Ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô. ô, ô. Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô.
Ô, ô, ô, ô, ô...
Tudo poderia ter acontecido...

Fumaça no Vento

Written By: Rodrigo Zanc/Isaias Andrade

Fumaça no vento.

Quase todo bar-de-esquina tem um “Tião Carreiro”
Tem um cantador de modas, um violeiro.
Gente que chora a saudade
Debaixo de um pé de cana,
Gente que não é boi, mas come grama.
Gente que já embarcou numa caravana,
E foi para o Pantanal,
Ver o que resta do mundo.
Mas aumentou a saudade, por quê...

... Ê Violeiro, olha pra trás.
Não é poeira, é fumaça que o vento traz.

Quantos ainda têm um avô caipira?
Poucos são os que têm,
Muitos queriam ter.
Normalmente o que se vê
São dois velhinhos apertados
Num apartamento fechados,
Dormindo em frente à tevê.
Como se já esperassem isso tudo acontecer
Com um sonho na cabeça
Quiseram viver o mundo
Mas foi impossível por que...

... Ê, Violeiro, olha pra trás,
Não é poeira, é fumaça que o vento traz.

Quero me juntar ao povo índio.
Somos amigos da Terra e também dos animais.
Quando eu for pro céu,
Quero ser da sua tribo,
Encher a alma de mitos,
Ser um filho de Jaci,
E então reencontrar tudo aquilo que perdi
Peço ajuda ao Curupira
Ao preto Matintaperera.
Mas, vou explicar o por que :
Perdemos a luta na Terra,
Mas no céu vamos vencer.

... Ê, Violeiro, olha pra trás.
Não é poeira, é fumaça que o vento traz.
... Ê, Violeiro, não é poeira, é fumaça que o vento traz.
... Ê, Violeiro, não é poeira, é fumaça que o vento traz.

Reflexão

Written By: Rodrigo Zanc

REFLEXÃO

Às vezes me pego pensando;
Na razão pela qual eu canto;
Quisera fosse pra alegrar;
Mas como diz o ditado;
Desconfio que é pra espantar

Quisera eu, que espantasse;
Que quando minha voz calasse;
O silêncio e a tranqüilidade;
Resgatassem;
Meus pensamentos.

Lembrando o perfume do mato;
Com respingos de orvalho regado;
Ansioso pôr um brotar.

Vai viola e não chora.
Ensina pro povo essa dança.
Vai violeiro e entoa;
Na rainha, sem coroa;
A canção que faz lembrar;
Dos sonhos que já vivemos;
Dos muitos que ainda temos;
E devemos realizar.

Homem de Palavras

Written By: Rodrigo Zanc/Fernando Mori

HOMEM DE PALAVRAS

Viajando na memória, um homem conta histórias.
Pra quem quiser ouvir. Pode ser somente assim.
Sob o brilho calmo das estrelas;
Feche os olhos, deixa clarear;
Um caboclo velho pouca instrução...
Imaginação, muita imaginação.

Homem de palavras cria do sertão;
Homem de palavras parece estar com um livro nas mãos;
Homem de palavras, palavras que nos prendem no chão;
Homem de palavras, na vida tem sua inspiração.

Viajando na memória, ele finda sua história;
Pra quem quiser ouvir, pode ser somente assim.
Sob o brilho calmo das estrelas;
Feche os olhos, veja o que não via.
Hoje a lua se despede satisfeita
Pois palavras, só com ela noutro dia.

Homem de palavras cria do sertão;
Homem de palavras parece estar com um livro nas mãos;
Homem de palavras, palavras que nos prendem no chão;
Homem de palavras, na vida tem sua inspiração.

Rios

Written By: Rodrigo Zanc/Isaias Andrade/Murilo Romano

RIOS

Da sacada do mirante, vejo o rio borbulhante,
Como corre para o mar
E na pressa de chegar, leva pedra, leva terra,
Leva folha, leva
E seguindo a sua trama, esse rio tem sua história.

Quando vejo a sua água,
Que de pura não tem nada;
Sinto uma tristeza e junto à correnteza,
Corre minha lágrima.

E amanhã com a certeza, de que o justo vira a mesa,
Eu quero dizer;
Que a água poluída, vai secar igual ferida,
O rio vai reviver.
Ver a chuva, ver a cheia, ver levante de barreira.

Num domingo de sol quente,
Lavo o rosto de contente,
Pôr poder rever;
Sua água cristalina,
Vai encher minha moringa,
E do rio eu vou beber... Ê,êiá...

Discography

Cds Recorded = "Pendenga" -2006

Set List

My set list is composed of songs from "Pendenga" (music copyright), and also classic regional Brazilian music. The show lasts approximately 90 minutes.