Tulipa Ruiz
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Tulipa Ruiz

São Paulo, São Paulo, Brazil

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Band World Pop

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Music

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"Senhora do Destino"

Sentada no sofá, Tulipa Ruiz folheia um antigo álbum de fotografias, já com as páginas soltas e descoladas. "Fui lá no meu pai roubar estas fotos, ele ficou puto comigo!", ela conta, sorrindo. Entre fotos que registram datas especiais e momentos de lazer (como uma viagem ao parque de diversões de Beto Carrero, mais de 20 anos atrás), ela passa por uma imagem peculiar: dois senhores - um deles bem mais velho que outro, beirando os 80 anos, segurando um violão - interagem casualmente. "Ah, isso aqui não é nada", diz ao tirar a imagem do caminho. "É o Lanny Gordin, que deu umas aulas de violão para o meu avô. Surreal, né?", Tulipa conta, se referindo ao lendário guitarrista brasileiro. "Ele é amigo do meu pai, eles já moraram juntos. Uma época meu avô encanou de tocar... Meu pai diz que ele tinha ouvido musical porque ele era taquígrafo, trabalhava na PanAir." As aulas não levaram a nada, mas mostram que a musicalidade sempre foi uma constante na família de Tulipa, tanto no ramo Ruiz (da mãe) quanto no Chagas (do pai), mesmo que demorasse décadas para se manifestar.

Claro, o pai, Luiz Chagas - que a acompanha no disco de estreia dela, Efêmera, e nas apresentações ao vivo - tocou guitarra na Banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção, e foi figura marcante na Vanguarda Paulistana. Mas essa carga histórica perdeu força na infância de Tulipa devido a um fato muito simples. "O Itamar me dava muito medo! Pela coisa performática, eu tinha muito medo dos shows, me assustava demais. Só fui começar a curtir mesmo na adolescência." A influência paterna veio para Tulipa de duas formas distintas: a coleção de discos de Chagas, que a mãe, Graziella Ruiz (atriz formada na Escola de Artes Dramáticas, em São Paulo), levou para São Lourenço (MG) quando se separou, e os mimos enviados por ele, que também trabalhava como jornalista cultural. "O presente dele, quando me encontrava, era sempre música. Nossa relação sempre foi musical, o modo que ele conseguiu de se comunicar conosco." De New Kids on the Block a Guns N' Roses, o repertório desse diálogo "discográfico" era tão variado quanto contemporâneo. "Uma vez ele entrevistou o Slash!", entrega Tulipa, com uma gargalhada. "Na escola eu era até meio metida por isso. Eu tinha um autógrafo do cara do Oingo Boingo!" Antes mesmo de se fascinar com a capa de Some Girls, dos Rolling Stones, ou com a voz de Joni Mitchell e as canções do grupo Rumo, Tulipa já possuía uma trilha sonora constante. "Me lembro de ouvir música sentada naquele banquinho de bebê, e de meus pais ouvirem vinil alto. Eu devia ter uns 2 anos ali... Em casa a vitrola sempre esteve ligada." A mãe, que deixou de lado a carreira de atriz para trabalhar na prefeitura da cidade, gostava de ter um violão sempre disponível em algum cômodo da casa. "'Vai que chega alguém e quer tocar!', ela dizia." - Rolling Stone


"Melhor disco de 2010"

1º - Efêmera, Tulipa Ruiz: "Experimentei bastante meu repertório antes de gravá-lo. Testei minhas composições com banda, palco e público e na hora de ir para o estúdio as músicas já estavam mais amadurecidas. Meu disco é produzido por Gustavo Ruiz e coproduzido por Márcio Arantes. Ambos, ao lado de Luiz Chagas, Duani e Dudu Tsuda, são a base do disco. O Gustavo é meu irmão e parceiro musical, então soube traduzir a minha musicalidade durante as gravações. Êfemera é o resultado do que a gente ouviu, tocou, criou e imaginou desde a infância até agora. Gravamos nos estúdios da YB, em parceria com Carlos 'Cacá' Lima e com a participação musical e plástica de vários amigos." - Rolling Stone


"Tulipa: Efêmera, CD review"

Weaving mellow afro-samba flavours through a complex architecture of influences, from the Beatles to Eighties synth-pop, this latest offering from the São Paulo avant garde is further proof that the Brazilian megalopolis is one of the world’s most dynamic musical cities right now. Gentle-voiced chanteuse Tulipa holds her own amid the wilful eclecticism with some exquisite melodies. - The Telegraph


"Tulipa Review"

Tulipa is a young singer-songwriter from São Paulo who has all the makings of the next major Brazilian celebrity, thanks to her songs and her powerful stage presence. The MPB (Popular Brazilian Music) scene has produced a series of highly successful female artists, from the pleasant Maria Rita through to the more interesting and experimental Céu.

Tulipa (and that really does mean tulip in Portuguese) has the potential to outclass them both. She has just released a breezy, quirky and tuneful debut album Efêmera, on which she is joined by an impressive cast that includes Céu and members of Orquestra Imperial. It's an enjoyable affair that has won rave reviews in Brazil, but it fails to do justice to her live performance. The Momo bar, off London's Regent Street, is a favourite showcase for world-music artists, but it's not an easy venue: performers have to compete with the chatter and clink of glasses.

Tulipa hadn't made life easy for herself – this, her UK debut, was without her full band, backing was provided only by the acoustic guitar of her brother Gustavo Ruiz. But she dominated the room from the start, showing a vocal power that is never evident from the album, and an easy, charming stagecraft. Her style was in turn slinky, sassy, playful and theatrical, and her songs ranged from easygoing ballads that showed off her effortless falsetto through to the tuneful, gently dramatic Pedrinho, or a swinging, boisterous treatment of a Caetano Veloso song, Da Maior Importância.

She has a great voice, but also a sense of humour. Her one stage prop was a plastic tulip, and she ended with her one English-language song of the night, a full-tilt, almost operatic treatment of Tiptoe Through the Tulips. - The Guardian, UK


Discography

Efêmera, YB Music, 2010

Photos

Bio

Brasil is renowned as a garden of female singers due to their beautiful voices, personality, smartness, sensuality. Tulipa caught general attention with the way she clearly pronounce the lyrics of the songs and the way she reveals her musical soul, nude, bold, two precious qualities – sine qua non - for any stage performance that intends to be called a good one. Her concerts are as praised for the repertoire as for her spontaneity under the spots lights. She ended 2010 as an authentic #1. Best disc of the year and best song (and 10th too!) in local Rolling Stone Magazine. Among other prizes, her song “Efêmera” was included in the 2011 versions of the most popular videogames in the world, american EA Sports’ “Fifa Socer” and japanese Konami’s “Pro Evolution Soccer”.

Elected the most promissing brazilian singer by "The Guardian" newspaper, Tulipa Ruiz released her debut album, Efêmera, in may, 2010, considered the best of 2010 by Rolling Stones BR.. It assembles 11 songs, being 10, compositions of her own, recorded in YB Music Studios, São Paulo. The concerts following Efêmera’s release were all sold out and well received by both the public and critics, collecting excellent reviews – as occurred with the CD itself.

Nowadays, there’s a kind of rush in São Paulo, when we talk about the musical scene and arts in general. Effervescence. Production. Tulipa’s work is typical from this sharp minded, modern and well informed “paulistana” generation. It’s a kind of frenzy that certainly will reach other country, perhaps global, regions with his original, contemporary, brazilian message.